Música Paraense

26 06 2009

Quando você estiver passeando por Belém, garanto que vai ser inevitável ouvir technobrega. Sim, você leu certo, t-e-c-h-n-o-b-r-e-g-a. Regina Casé já veio aqui em Belém fazer um programa sobre isso. Mas se você perdeu esse momento épico da televisão brasileira, agora você irá conhecer o technobrega do Pará.

E se você pensou no brega rasgado de Reginaldo Rossi ou Amado Batista, não é nada disso. Muito ao contrário. O technobrega mistura ritmos locais, uma batida agitada com mixagens, efeitos, samplers, versões nacionais de sucessos internacionais e tudo o mais o que a imaginação permitir. E não vou nem estranhar se daqui a pouco surgir um technobrega de alguma música do Michael Jackson.

Tem muita gente fã do ritmo por aqui, mas também tem quem não goste nem um pouco. Normal. Gosto não se discute.O technobrega começou como algo vindo da periferia – pra usar o mesmo termo que a Regina Casé usou – e teve seu ponto alto há uns 2 anos atrás: periferia ou elite, o technobrega se espalhou por toda as festas da cidade. Hoje ainda faz um grande sucesso por aqui, com mais calma, mas não param de surgir novas bandas e novas versões. Fora boate, não tem festa que não toque um technobrega que seja.
Há diversos DJs de technobrega pelas bandas de cá e algumas muitas aparelhagens conhecidas. Aparelhagens é o nome dado aos DJs e suas picapes que varam a madrugada tocando technobrega e suas vertentes – inclua aí o technomelody, o bregapop e outros nomes criados para denominar algo muito difícil de explicar. Melhor que explicar é ouvir. Vai ser impossível você vir a Belém e não ouvir technobrega. Afinal, ele já faz parte da cidade.

E se algum(a) paraense tirar você pra dançar, não custa nada tentar, né? Quando em Roma, faça como os romanos.


Ações

Informação

2 respostas

26 06 2009
Renata Freitas

Bom, realmente faz parte da cultura do paraense. Mas PRECIIIIISO ressaltar que a música paraense vai bem além do Techobreha… Tem o Bob Freitas, por exemplo… eheheh.
Graças ao deus papaxibé, temos uma riqueza cultural imensurável. Vou esperar pra ver os novos estilos.

Bisous

15 05 2011
Robson Luiz

A diversidade da Música Paraense atual é muito grande. Por que tecnobrega num post com o nome “Música Paraense”?

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