MÚSICA PARAENSE – AÍLA MAGALHAES

10 05 2012

O jornal carioca O Dia publicou hoje uma matéria muito legal sobre a Aíla Magalhães  sobre o Lançamento do CD Trelêlê no Oi Futuro Ipanema. E foi graças ao facebook que fiquei conhecendo a bela voz dessa jovem cantora paraense.

E pelo que andei buscando na net, ela está com tudo! Ouvi a versão de Garota que ela canta com a Gaby Amarantos e realmente as duas têm um poder vocal que agrada a todos.

Sou suspeita porque sempre fui super fã da voz da Gaby, desde sempre aquela voz grave me impressionou. E agora pelo visto já tenho outra grande cantora paraense de quem virar fã.

Parabéns à Aíla. E ao Pará!





“TUDO BEM, MANINHA?”

10 05 2012

Foi com essa expressão tipicamente paraense que Gaby Amarantos começou sua literalmente deliciosa participação no programa Estrelas, da Angélica.

Gaby foi claro, cozinhar. Como não cozinhar tendo crescido a base de açaí, tacacá e mais todos os deliciosos pratos da nossa culinária?!

Que delícia ouvir o sotaque paraense em cadeia nacional e ainda rir com a maneira paraense de falar e se portar. Me pergunto se em Belém todo mundo tem esse alto astral, essa alegria e solta essas besteiras o tempo todo.

E chego à conclusão de que sim! Somos todos um pouco (ou muito) assim!

Então se você perdeu a alegria, as risadas e a comida paraense no Estrelas, veja o vídeo abaixo.





#FATO: O PARÁ TÁ NA MODA

10 05 2012

Não escrevia e nem entrava no Isso é Belém desde 2009.

Como o tempo voa.

E eis que três anos depois de ter criado o blog vejo que o Pará tá bombando no Brasil.

Há três anos atrás vim morar na Espanha e por isso deixei de escrever aqui pra escrever no Feriado Pessoal.

O Ver o Peso visto de longe

Mas conversando com as amigas do trabalho (Luana,  Mari, Tati e Thais, gracias pelo crescente apreço pelo meu Pará!) todo dia é algo novo na net sobre o Pará: seja Gaby Amarantos bombando, seja a Laíla Magalhães, seja a comida ou outra coisa qualquer.

O Pará tá na moda e eu que sempre tiver orgulho de ser do Norte do Brasil, agora abro um sorriso maior ainda.

Voltar aqui me deu vontade de escrever ainda mais sobre essa cidade que – da qual eu saí, mas que nunca vai sair de mim.

Sempre que tiver um tempinho vou voltar a escrever por aqui. Será um prazer!





Férias de Julho

28 07 2009

Em julho é verão por aqui. E bote verão nisso. Não tem mudança climática ou aquecimento global que mude isso. Esse ano tiveram umas chuvas bem bravas, mas o sol e o calor imperaram. E aí, com sol, calor e férias, o que todo mundo faz? Vai pra praia. Aqui, pelo menos. E a cidade de praia que mais recebe nossa visita em julho é a cidade de Salinas. É o destino ideal para gosta de lugares mais agitados, onde tocam as músicas do momento e se concentra o público mais jovem.

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Algumas empresas liberam os funcionários na sexta-feira ao meio dia, para que eles aproveitem os finais de semana de julho. E então todo mundo arruma a mochila e dirige pra Salinas. São cerca de 3 horas de carro numa estrada tranquila. A não ser pelo engarrafamento, dependendo do horário.

E engarrafamento é uma coisa normal em Salinas. Quem vai pra lá, sabe que vai passar por isso. Faz parte do processo da cidade. Mas é uma das poucas coisas chatas de lá. Salinas tem um apelo irresístivel: praia o dia inteiro. De manhã, de tarde, de noite, de madrugada. Geralmente, quem gosta de balada faz assim: Acorda na hora do almoço, vai pra praia no começo da tarde, fica o dia inteiro e come por lá mesmo, tudo que Salinas tem pra oferecer na hora da fome. Até yakissoba quentinha vc encontra na praia. Ao cair da noite você dá um pulo rápido em casa, toma um banho e se arruma pra boate na praia. Mas nem pense em passar perto da cama, ou é capaz de você ficar por lá mesmo. Depois de arrumado, siga para boate e dance até o sol nascer. Volte pra casa, durma, acorde ao meio dia e comece tudo novamente. Tem quem fique na praia direto, sem nem passar em casa. Muita gente vai pras boates de biquini e sunga, mostrando o bronzeado conquistado horas antes. Eu prefiro me recuperar com um banho.

Os carros na parte mais tranquila da praia

Os carros na parte mais tranquila da praia

Carros e mais carros na foto de Haroldo Pinto

Carros e mais carros na foto de Haroldo Pinto

Quem não gosta de badalação pode seguir à noite para o Maçarico. Por lá as famílias passeiam, jantam, fazem compras nas muitas lojinhas e quem ainda não tem idade pra boate paquera tomando sorvete. É o lado mais calmo de Salinas.

O diferente da praia em Salinas é o fato de os carros entrarem na praia. Você chega na areia de carro e senta numa mesa ao lado do seu carro, com direito a seu isopor no porta-malas recheado de lanches e bebidas. Ou você pode preferir ser atendido pelo garçom de alguma das muitas barracas da praia. Não é em todo lugar que se vê disso. Eu, ao menos, só vi aqui.

Uma pouco das areias de Salinas na foto de Junior Oliveira

Uma pouco das areias de Salinas na foto de Junior Oliveira

E também as boates chamam a atenção. São pelo menos três boates na praia esse mês. Uma ao lado da outra. E todas estilosas, com decoração exclusiva, com direito a lounge beach e atrações nacionais. E ninguém se importa de pagar R$ 70 para entrar em uma delas. E se der fome no meio da festa, pode pedir um temaki oferecido dentro da boate.

Certas coisas eu só encontro mesmo por aqui. E tudo que acontece em Salinas, eu só encontro mesmo em Salinas. Não dá pra imaginar nosso verão sem as praias do Sal. Se quiser ficar íntimo, é assim que você vai falar de Salinas. E vai poder dizer que em julho você foi pro Sal.





Estação das Docas

28 07 2009

Se não for o primeiro lugar onde um paraense leva um visitante, a Estação das Docas deve ser provavelmente o segundo lugar. Porque um dos campeões de audiência aqui em Belém é a Estação das Docas. Seja pra quem é paraense da gema, seja para um turista.

A Estação das Docas fica, lógico, ao lado das Docas do Pará. Surgiu a partir da revitalização do antigo porto da capital paraense. Assim: o povo pegou três armazéns que eram usados pela Cia de Docas do Pará e fez uma mega reforma. Os armazéns mantiveram suas características originais, mas receberam decoração, iluminação e climatização muito especiais. A Estação das Docas ocupa 500 metros de orla fluvial em uma área de 32 mil metros quadrados.

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O Armazém 1 foi batizado de Boulevard das Artes. O Armazém 2 passou a ser o Boulevard da Gastronomia. E o Armazém 3 é conhecido como Boulevard das Feiras e Exposições. Neles você encontra reunidos ótimos restaurantes (italiano, japonês, regional), sorveteria, salão de beleza, uma chopperia com produção própria, lojas de decoração e de roupas, feira de artesanato, uma área de eventos e um teatro/cinema, salas multi-uso para realização de eventos, agência de câmbio, de viagem e bancos 24 horas e há, ainda, exposições permanentes com a história do porto e arqueologia urbana. Foi lá a primeira vez que vi de perto uma âncora. No cineteatro acontece um festival de cinema que eu faço questão de acompanhar e vira e mexe você encontra filmes de arte que nenhum outro cinema em Belém apresenta.

E por lá também acontece um dos reveillons mais badalados da cidade. Eu já passei um Ano Novo lá. E uma final de Copa do Mundo também.

Muita gente diz que a Estação das Docas lembra o Puerto Madera, em Buenos Aires. Confesso que não sei se é verdade pois nunca fui. Mas se Puerto Madero for bonito que nem a Estação das Docas, tenho certeza que também vale uma visita.

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Eu adoro ir à noite para a Estação com os amigos e tomar um chopp de Bacuri – você PRECISA provar quando for lá também, nem que seja pra dizer que não gostou – e comer linguiça de metro. Mas o que me conquistou mesmo na Estação foram os almoços. Não tem nada ingual a ir almoçar por lá. Fora a comida boa, o clima de ar condicionado mesmo com sol a pino, a paisagem através dos vidros gigantes, a luz do sol refletida na água da baía do Guajará, os passarinhos que aproveitam as portas quando abrem para passear por dentro dos galpões. A vontade é de esquecer que existe trabalho depois do almoço e ficar por lá fazendo a siesta.

Seja em qua horario for, ou em vários horarios diferentes, a Estação das Docas deve ser, sem dúvida, sua primeira ou segunda opção aqui em Belém.

+

http://www.estacaodasdocas.com.br





Pólo Joalheiro – Espaço São José Liberto

3 07 2009

Final de semana trabalhando sábado e domingo. O jeito é tentar aproveitar pra fazer várias coisas ao mesmo tempo. Por exemplo, um post pro blog. Neste final de semana as minhas horas extras foram passadas no Espaço São José Liberto.

O Espaço São José Liberto antigamente era um presídio, daqueles no meio da cidade, cheio de casas e empresas ao redor, com direito à rebelião, motim e capa de jornal. Até que em 2002 o presídio foi desativado e tornou-se o Espaço São José Liberto, que hoje abriga o Museu de Gemas do Pará, o Pólo Joalheiro, uma capela em estilo barroco e a Casa do Artesão. Cada antiga cela foi transformada numa loja de jóias.

A coisa mudou tanto que atualmente uma parte do espaço, o Coliseu das Artes, é inclusive  utilizada para eventos de grande porte – casamentos, coquetéis, desfiles de moda e até festival junino –  e a capela é usada para transmissão ao vivo de um programa musical da TV Cultura local.

Ao chegar você vai dar de cara com uma enorme rocha de 2,5 toneladas de cristais de quartzo.

O jardim do São José Liberto e as celas

O jardim do São José Liberto e as celas

O quartzo de 2,5 toneladas

O quartzo de 2,5 toneladas

O programa ideal no São João Liberto é chegar e ir direto pro Museu das Gemas do Pará aprender mais sobre a extração de gemas e ver as peças gigantescas retiradas dos garimpos. Depois ir ver os ourives trabalhando lá dentro mesmo, lapidando as pedras que serão montadas em jóias que são vendidas no Pólo Joalheiro. Tem coisas muito legais por lá. Principalmente porque várias jóias tem formas de ícones regionais, como o Muiraquitã. Depois você dá um pulinho na capela, conhece, fica um pouco em silêncio e pensa na vida. Aí você já pode seguir pro jardim, tirar umas fotos e depois ir conhecer a única cela que não foi transformada em loja. Lá dentro você vê algumas armas brancas montadas pelos presos, aprende um pouco das gírias da prisão e ainda vê fotos de como a cela era na época e a capa do jornal com a rebelião que aconteceu antes da desativação.

Onde os ourives lapidam as pedras

Onde os ourives lapidam as pedras

Algumas das jóias produzidas e vendidas por lá

Algumas das jóias produzidas e vendidas por lá

A única cela que não virou loja

A única cela que não virou loja

As armas feitas pelos presos e o quadro com as gírias

As armas feitas pelos presos e o quadro com as gírias

Depois de sair dessa vibe pesada, dê um pulo no Coliseu dsa Artes para comprar mais uma lembrança de Belém e admirar tudo aquilo que não vai dar pra levar na mala, mas que vai ficar na memória pra sempre.

Pronto, você já conhece o Espaço São José Liberto e já tem mais um motivo pra voltar à Belém.

O espaço onde acontecem os eventos

O espaço onde acontecem os eventos

Mais do jardim

Mais do jardim

Algumas das lembranças de Belém

Algumas das lembranças de Belém

Essa foi a que achei mais legal

Essa foi a que achei mais legal





Música Paraense

26 06 2009

Quando você estiver passeando por Belém, garanto que vai ser inevitável ouvir technobrega. Sim, você leu certo, t-e-c-h-n-o-b-r-e-g-a. Regina Casé já veio aqui em Belém fazer um programa sobre isso. Mas se você perdeu esse momento épico da televisão brasileira, agora você irá conhecer o technobrega do Pará.

E se você pensou no brega rasgado de Reginaldo Rossi ou Amado Batista, não é nada disso. Muito ao contrário. O technobrega mistura ritmos locais, uma batida agitada com mixagens, efeitos, samplers, versões nacionais de sucessos internacionais e tudo o mais o que a imaginação permitir. E não vou nem estranhar se daqui a pouco surgir um technobrega de alguma música do Michael Jackson.

Tem muita gente fã do ritmo por aqui, mas também tem quem não goste nem um pouco. Normal. Gosto não se discute.O technobrega começou como algo vindo da periferia – pra usar o mesmo termo que a Regina Casé usou – e teve seu ponto alto há uns 2 anos atrás: periferia ou elite, o technobrega se espalhou por toda as festas da cidade. Hoje ainda faz um grande sucesso por aqui, com mais calma, mas não param de surgir novas bandas e novas versões. Fora boate, não tem festa que não toque um technobrega que seja.
Há diversos DJs de technobrega pelas bandas de cá e algumas muitas aparelhagens conhecidas. Aparelhagens é o nome dado aos DJs e suas picapes que varam a madrugada tocando technobrega e suas vertentes – inclua aí o technomelody, o bregapop e outros nomes criados para denominar algo muito difícil de explicar. Melhor que explicar é ouvir. Vai ser impossível você vir a Belém e não ouvir technobrega. Afinal, ele já faz parte da cidade.

E se algum(a) paraense tirar você pra dançar, não custa nada tentar, né? Quando em Roma, faça como os romanos.








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